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| Polémica com rainha da bateria de apenas 7 anos |
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07/02/2010 22:13:34 |

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Os papéis de destaque nos desfiles de Carnaval do Rio de Janeiro costumam pertencer a mulheres bonitas, que dançam praticamente nuas, ou a pessoas famosas. Não a meninas de sete anos. Daí que a escolha de Júlia Lira para ser rainha da bateria (secção de músicos) da Unidos do Viradouro esteja a causar polémica no Brasil.
Segundo o Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente, a escolha da menina para um papel visto tradicionalmente como "sensual" não é a correcta. "Não estamos contra a participação das crianças no Carnaval; faz parte da cultura brasileira", disse à AP o director, Carlos Nicodemos. Um tribunal de família decidirá esta semana se Júlia - filha do director da Viradouro, Marco Lira - pode ou não desfilar os 80 minutos no Sambódromo, no sábado.
"Qualquer homem que olhe para uma criança de 7 anos e sinta alguma espécie de excitação deve ir ao médico", afirmou o pai, respondendo aos críticos que o acusam de explorar a filha. "Ela tem capacidade para ser a rainha da bateria", disse. Obviamente, a imagem que Júlia passaria seria bastante diferente da normal, sendo que também irá vestida de forma apropriada para uma criança.
"O Marco sempre teve vontade de colocar a Júlia à frente da bateria. E, no último ensaio, decidimos ver se ela iria aguentar o ritmo até ao fim do Sambódromo", contou a mãe da menina, Mônica, ao Jornal do Brasil. "Como ela deu conta do recado e encantou as pessoas das bancadas, optámos por ela, que não faz as mesmas exigências das outras rainhas. Ela só pediu sorvete e, no fim do ensaio técnico, ganhou três picolés [gelados de gelo]", acrescentou.
Júlia não foi de facto a primeira escolha da Viradouro para rainha da bateria. Tendo como enredo (tema) "México, o paraíso das cores, sob o signo do Sol", a escola convidou a actriz e cantora mexicana Thalia para ocupar o cargo que, entre 2004 e 2008, pertenceu à actriz brasileira Juliana Paes. O problema foram as exigências que Thalia fez: além do avião privado para si e a sua equipa, que inclui dez seguranças, queria ficar hospedada num hotel de luxo no Rio de Janeiro. Era "demais", segundo os responsáveis da Viradouro.
"Depois da Juliana, não teve quem a substituísse à altura. A Juliane Almeida, que foi escolhida num concurso da comunidade no ano passado, não tinha carisma e jogou a oportunidade fora. E, enquanto muitas pedem várias coisas, preferimos a nossa filha, que ficou feliz da vida por tomar sorvete. A Thalia estava fora da realidade quando pediu o que queria", indicou Mônica ao jornal O Globo. O papel de rainha da bateria é um dos mais desejados. |
Fonte: O GLOBO |
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