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"Escola" de terrorismo num país antiterrorista. Enviar por e-mail Imprimir esta notícia Receber por RSS
10/03/2010 00:27:48

Uma cidadã americana apelidada de "JihadJane" foi acusada nesta terça-feira, nos Estados Unidos, de planejar o recrutamento de terroristas - homens e mulheres - para atuar na Europa e no sul da Ásia, anunciou o departamento de Justiça.

Colleen LaRose, também conhecida como "Fatima LaRose", tem 57 anos, vive nos arredores da Filadélfia (Pensilvânia) e é suspeita de dar "apoio material" ao terrorismo, incluindo "apoio logístico e financeiro, serviços de recrutamento, além de fornecer documentos de identidade" para cometer atentados em países da Europa e no sul asiático, revela a ata de acusação.

Segundo o Departamento de Justiça, LaRose, que chegou a ser detida em 2009, deu ordens diretas para matar um cidadão sueco. Ela e outros cinco terroristas espalhados por Ásia, Europa e Estados Unidos treinaram homens na internet para realizar ataques, bem como mulheres "que tinham passaportes e a possibilidade de viajar para e pela Europa a fim de dar apoio à violenta jihad" (guerra santa).

Em um comunicado, o procurador-geral assistente, David Kris, identificou LaRose como "uma mulher do subúrbio da América que concordou em cometer assassinatos no exterior e fornecer apoio material a terroristas".

LaRose, nascida em 1963, recebeu uma "ordem direta para matar um cidadão da Suécia e fazê-lo de forma a assustar todo o mundo "Kufar (infiel)", acrescenta a acusação.

A ata não deixa claro se a mulher tinha qualquer vínculo com os sete muçulmanos detidos na terça-feira, na Irlanda, em uma operação conjunta com agências de segurança americanas e europeias, por suspeita de tramarem a morte de um cartunista sueco".

Um grupo vinculado à rede terrorista Al-Qaeda estabeleceu um prêmio de 100 mil dólares pela cabeça do cartunista Lars Vilks, que desenhou o profeta Maomé com o corpo de um cachorro.

Se for condenada, Colleen LaRose pode pegar prisão perpétua.

Seu caso é considerado notável porque revela a ousadia dos terroristas em recrutar cidadãos ocidentais, que podem facilmente se misturar à população local, sem chamar maior atenção das autoridades de segurança.

LaRose foi descrita como "uma cidadã americana cuja aparência era considerada um trunfo porque permitia que ela se misturasse" e utilizava a internet para se conectar com seus companheiros.

Eles usavam a internet "para trocar informações sobre seus planos, os quais incluíam o martírio, a solicitação de financiamento para terroristas, de passaportes e como evitar as restrições a viagens (através de vários passaportes e casamentos) de forma a empreender a violenta jihad".

Fonte: UOL

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